segunda-feira, 22 de junho de 2015

Que menino lindo!

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IMPORTÂNCIA DA BONDADE











21/06/2015 


A IMPORTÂNCIA DA BONDADE

Em nossas páginas deste Blog, ao longo do tempo de sua existência, temos abordado diversos assuntos – alguns – reconhecemos – até mesmo de natureza polêmica, procurando, sobretudo, provocar os pensamentos.
Conforme temos dito à saciedade, o Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, é uma doutrina que, gradativamente, vem avançando, e há de avançar sempre – no que pese a posição excessivamente conservadora de certos confrades, que, talvez, tenham a função, inconsciente para eles, de não consentir que o seu avanço aconteça tão rapidamente que não permita, aos espíritos mais vagarosos, acompanhá-lo.
Hoje, no entanto, queremos ressaltar a importância de o espírito, esteja ele encarnado ou não, cultivar a bondade, em suas menores atitudes no cotidiano.
Chico Xavier, em determinada oportunidade, considerou com a propriedade de sempre:“Quem sabe pode muito; quem ama pode mais.”
Agostinho, o célebre Bispo de Hipona, um dos integrantes da Falange do Espírito Verdade, escreveu: “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”
A bondade é a expressão mais imediata do amor, acessível, em seu exercício, a todo e qualquer espírito que deseje começar a vivenciá-la em relação ao próximo.
Amar – pelo menos, digo isto em relação a mim, um pobre coitado! – é muito difícil – sinceramente, de minha parte, a não ser em Jesus Cristo, não sei a quem eu poderia apontar como sendo indiscutível modelo de amor.
Perdoem-me caso, porventura, vocês conheçam alguém que eu não conheça, e, sinceramente, gostaria de conhecer pela sua capacidade de amar.
Conheço inúmeros “saberetas” – dentro e fora do Espiritismo – muita gente de relativa culta, erudição, que prima pela inteligência, que, às vezes, presume saber mais do que realmente sabe. Creio que, no que tange a real sabedoria, Sócrates, o pai da Filosofia, tenha feito quase tudo mundo se calar, quando afirmou: “Só sei que nada sei.”
Entretanto – voltando ao assunto –, conheço muito pouca gente que notadamente se esforce no campo da bondade humana – não da Bondade Divina! Da bondade humana – repito.
Treinar a virtude da bondade, ou tal qualidade, na nossa impossibilidade atual de santidade, é algo que, de fato, deveria nos preocupar – cotidianamente. E isto se nos faz perfeitamente possível através de pequeninos gestos – mesmo porque de maiores gestos, talvez, não sejamos capazes.
Importante que procuremos reter conosco o conteúdo elucidativo de um livro, seja ele de ordem mediúnica ou não. Mas, importante também que, de todas as suas páginas, pelo menos um de seus parágrafos, ou uma de suas frases, nos inspire a sermos melhores do que somos.
Neste sentido, surge a CARIDADE – A ESCOLA DO CORAÇÃO!
Façamos a força que nos seja possível, até em certo revolver de entranhas, para vencer a enorme distância que nos separa de nossos semelhantes, pois ela ainda é muito maior do que pensamos.
Para começarmos, além de estendermos a moeda ao mendigo do semáforo, que, anonimamente, sempre nos aborda, na primeira oportunidade, perguntemos a ele o seu nome – e, em vez de fazermos mal juízo de sua condição de mendicante, tentemos nos penalizar de sua situação de carência material, e, muitas vezes, moral.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – para estimulá-los a procurar o texto – aliás, como eu mesmo fiz – não vou dizer em qual capítulo –, há uma frase que ensina como os cristãos podem ser identificados: “Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si.” Não sei por que, tal sentença sempre me remete a Chico Xavier, e, até hoje, fico me perguntando se o perfume que emanava ao seu redor pertencia mesmo a Scheilla!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 21 de junho de 2015.



sábado, 13 de junho de 2015

08/06/2015 





TRANSFIGURAÇÃO PSICOLÓGICA

O tema acima não é fácil de ser abordado – receio que, talvez, eu não me faça compreender. Mas, vamos lá.
Você já tentou reparar numa pessoa encarnada como quem estivesse olhando para a sua essência espiritual, ou seja, para o espírito que se encontra preso àquele corpo, com a sua fisionomia externa mais ou menos definida?!
Claro que poderia fazer isto com você mesmo, olhando-se num espelho, bem dentro de seus olhos, tentando realizar uma ausculta de seus pensamentos mais recônditos...
Todavia, apenas para efeito de melhor entendimento do que pretendemos, quando você estiver andando pelas ruas procure olhar atentamente não somente para os traços fisionômicos daquele que, muitas vezes, lhe sorri, sem a mínima vontade de fazê-lo...
Por exemplo, numa cidade grande, qual São Paulo: você se aproxima para solicitar alguma informação de um transeunte desconhecido, e ele, de imediato, se retrai, chegando mesmo a esboçar certo recuo físico, temendo a sua presença estranha – teme ser agredido, assaltado... Se educado o bastante para lhe esboçar alguma resposta breve, mais que depressa ele se afasta de você!
Não é assim que acontece em algumas ocasiões?!
Mesmo nas cidades de menor porte – interioranas –, você, estando doente, procura atendimento médico numa UBS – quase sempre, quem lhe atende não se mostra sensível à sua dor – preenche uma ficha quase sem olhar para você, ou, o que já seria muita deferência, lhe dirigir qualquer palavra de conforto.
O espírito em evolução é um ser estranho – estranhíssimo! As suas reações psicológicas são as mais imprevisíveis, e, quase sempre, ditadas por um profundo egoísmo que o desfigura.
O espírito parece uma ameba, que, do lado em que é estimulada em seu corpo unicelular, emite um pseudópode – alonga-se, para, em seguida, se contrair, feito uma lesma gosmenta.
Transfigura-se constantemente – é um ser mímico, ainda sem cara definida, e mesmo individualidade – cheio de personalidades que se sobrepõem umas às outras, mas ainda em busca de sua identidade real.
Impressionante reparar um espírito, seja no corpo ou fora dele, agindo e reagindo segundo os seus interesses exclusivos – impressionante vê-lo dizendo uma coisa e pensando em outra, sendo que mesmo sobre o que esteja pensando não é o que ele verdadeiramente pensa!
Impressionante conversar com uma pessoa sem conseguir lhe ver a face – porque, por detrás de sua mímica facial, ela não se lhe mostra como é – com a sua mente a orbitar ao redor de aspirações que podem estar localizadas a centenas e centenas de quilômetros dali! (Disse-nos Jesus: “Onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração.” Quer dizer: onde estiver o seu interesse, estará o seu espírito.)
Inútil, pois, que alguém, ao se lhe identificar, mostre a carteira de identidade, com foto, nome, filiação, data de nascimento, etc e etc, porque ela não é nada daquilo – aquilo é apenas uma cobertura de glacê sobre um bolo, que pode, ou não, ser palatável...
Sei que também eu sou assim, e, por saber que assim sou, estranho a mim mesmo, em minha quase incontrolável volubilidade espiritual – algo que, por falar, gritantemente, de minha imperfeição, me entristece imenso.
Ah, como é difícil ser transparente – deixar de fingir ser o que não se é! Como é difícil ser fraterno, e não apenas aparentar fraternidade!...
Você já viu, numa chocadeira, um pintainho morto dentro da casca do ovo?! - aquele embriãozinho encolhido e feio, sanguinolento, parecendo um aborto da Natureza?!
É assim que, espiritualmente, ainda somos...

Dentro do ser humano, por enquanto, há muito mais da víbora, da pantera, enfim, do animal que ele já foi que do homem que ele precisa e deve ser.
Faça tal exercício, e, comigo, entristeça-se de nossa ainda tão miserável condição espiritual – a de quem sequer possui uma face definida!...

INÁCIO FERREIRA


Uberaba – MG, 8 de junho de 2015.